Pequeninas coisas,coisas simples, sem querer,
trazem--me à tona a inevitável vontade de escrever:
O telefone, a voz, os sons...
Pequeninas amostras do dia-a-dia,
passagens que figuram no tempo , e na ousadia
das palavras se tornam tão ternas,
e configuram em mim êxtases de encantamento,
que me levam e me elevam a flutuar
a bendizer,
a cultuar um momento,
simples momento, que ficará
e fará parte sempre deste encantamento.
"-Alô!"- e diz meu filho-"Mãe, que assobio é este,
que envolve nossa palavras,durante este tempo?"
"Acaso você está com a TV ligada ?, ou o rádio?
Não, não estava.- E descobri entre muitos risos -era meu pai,o avô amado,
Que do outro lado da linha, se fazia ouvir
a festejar um dia, mais um dia que a vida lhe viera permitir
abraçar , cantar, sorrir e... assobiar...
Assobiar como quem agradece a Deus
em sentido de prece
o dom da vida ,que em seus 92 anos feliz agradece.
E por que não assobiando,assobiando ?...
Sei que sempre me lembrarei deste momento,
E, por certo, o som do vento entre as colinas,
entre os arbustos, pelos telhados e frestas,
Levar-me-ão , certamente, ao dia em que dissemos:
"Alô? De quem é este assobio?"
Ao meu querido pai:Francisco
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