Olho no espelho e ao estender as mãos,
Que ao ar se jogam em espaços vãos,
Num fim de tarde que a mim ofusca
A face turva em obstinada busca !...
Não sei se me verás do jeito que me lembras
Nem sei se lembras de que jeito que eu fui
E estas cavernas intensas, sem fim,
Gritam-me em eco em busca de mim.
Fecha-me os olhos a ofuscante luz,
Que aqui me encontra e intensa me seduz.
Leva-me ,senta-me em um cantinho,
Deixa-me ver a aurora em meu caminho.
E os que passam vão por certo ver,
Que minha face já não turva e fosca
Leva um sorriso em saber enfim,
Que esta é a história que escrevi de mim!!!
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